sábado, 28 de abril de 2012

SAÚDE

OS BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA



Nos últimos anos, as pesquisas médicas demonstram que boa parte da falta de saúde é causada pela falta de atividade física. Através da consciência e de mais informações à respeito de cuidados para com a saúde que inclue maior movimentação corporal, as pessoas estão mudando seus hábitos de vida.
Sabemos que o único meio de prevenir os males da inatividade é ter algum grau de atividade física e mental, não durante um mês, mas durante toda a vida. Descobrimos que a saúde é, na maioria das vezes, um fator que podemos controlar e que podemos prevenir o surgimento de algumas doenças. Quando nascemos recebemos um corpo saudável e temos o dever de cuidar e zelar por este que é nosso abrigo.

Verifique, a seguir, algumas vantagens que a atividade física proporciona:



No Cérebro:
Proporciona sensação de bem estar. Melhora a auto-estima.
Reduz sintomas depressivos e ansiosos. Melhora o controle do apetite.

Como funciona:
A atividade física estimula a liberação de substâncias que “melhoram" o funcionamento do sistema nervoso central.

Nariz e Garganta:
Reduz a ocorrências de gripes, resfriados e infecções respiratórias em geral.

Como funciona:
A atividade física estimula a produção de alguns aminoácidos (componentes das proteínas) que melhoram a ação protetora do sistema imunológico.

Pulmões:
Melhora a capacidade pulmonar. Aumenta a capacidade de consumo de oxigênio.

Como funciona:
A atividade física aumenta a rede de pequenos vasos que irrigam os alvéolos pulmonares (estruturas de troca de gases), melhorando o aproveitamento de oxigênio pelo pulmão. Desse modo, a respiração fica mais eficiente.

Coração:
Melhora o funcionamento do coração (para um mesmo esforço, o trabalho cardíaco passa a ser menor);
Aumenta a resistência aos esforços físicos e ao estresse;
Reduz doenças cardíacas (angina, infarto, arritmias, insuficiência etc);
Aumenta a sobrevida até mesmo nas pessoas que já tiveram um infarto.

Como funciona:
Estimula uma melhor vascularização (aumento da irrigação de sangue para o próprio coração), o que garante melhor funcionamento do órgão. Reduz fatores de risco para artérias coronárias - como pressão arterial e colesterol.

Barriga:
Facilita a perda de peso ou a manutenção do peso desejado;
Combate a obesidade;

Como funciona:
Reduz a gordura e aumenta a massa muscular. O músculo é um tecido muito ativo, que ajuda no maior consumo de calorias ao longo do dia.

Pâncreas:
Facilita o controle do diabetes.

Como funciona:
Diminui a resistência à ação da insulina (hormônio que facilita a entrada de glicose nas células), favorecendo um melhor controle dos níveis de açúcar no sangue.

Pernas:
Diminui edemas, varizes e o risco de trombose.

Como funciona:
Aumenta a pressão dos músculos sobre as veias das pernas. Funciona como uma espécie de bomba, que ajuda o sangue a vencer a força da gravidade e voltar mais facilmente para o coração.

Vasos Sanguíneos:
Reduz obstruções nas paredes dos vasos, diminuindo problemas como aterosclerose (placas de gordura), " derrames cerebrais" e infartos.

Como funciona:
Reduz as taxas de colesterol total e eleva o HDL (colesterol "bom"), que protege contra a formação de placas de gordura nas artérias. Combate a hipertensão, reduzindo os níveis de pressão arterial.

Músculos:
Fortalece a massa muscular. Aumenta a flexibilidade.

Como funciona:
A atividade estimula o desenvolvimento das fibras musculares que compõem os diversos músculos do corpo.

Ossos:
Reduz os riscos de osteoporose (enfraquecimento dos ossos) e fraturas na velhice.

Como funciona:
Estimula a proliferação dos chamados osteoblastos (células que contribuem para o crescimento do tecido ósseo).

Fonte: Understanding the Human Body
Folha de São Paulo de 27 de nov de 1997
(Caderno especial - Mexa-se - página 3 )

sexta-feira, 27 de abril de 2012

MITOLOGIA, CIÊNCIA E RELIGIÃO

Há vida após a morte?
Série: Grandes questões da Vida
By Phrancys Drake


Nascemos, vivemos, morremos. E depois?

Esta pergunta tem desafiado a humanidade através dos tempos e permanece sem resposta convincente nos dias atuais.

A morte (do latim mors) é o fenômeno que mais se tem discutido no universo, gerando uma gama de opiniões diversas, tanto por parte das religiões como através das ciências. A questão de o que acontece, especialmente com os humanos, durante e após a morte é uma interrogação permanente na psique humana.

Para onde vamos após a morte?
As expressões vida após a morte, além, além-túmulo, pós-vida, ultravida e outro mundo referem-se à suposta continuidade da alma, espírito ou mente de um ser após a morte física. Os principais pontos-de-vista sobre o além provém da religião, do esoterismo e da metafísica.

As teorias com respeito a vida após a morte mais divulgadas e preponderantes são três:

  1. A teoria da "Extinção Absoluta" da vida ao ocorrer a morte física, ou teoria Materialista (monista);
  2. A teoria Teológica ou teoria do "Céu e Inferno" - vida eterna em uma dimensão espiritual, determinada pela conduta na vida física;
  3. A teoria da Reencarnação ou teoria do Renascimento (dualista) - através de renascimentos sucessivos em corpos físicos e com diferentes experiências de vida pode-se alcançar a expansão de consciência e perfeição espiritual.
A morte, no ramo das ciências, é estudada pela tanatologia. Nesse sentido são estudados causas, circunstâncias, fenômenos e repercussões jurídico-sociais, sendo amplamente utilizados na medicina legal.

O Homem, desde o princípio dos tempos, tem buscado desvendar o insondável segredo da morte.
Para os céticos, a morte compreende o cessar da consciência, exatamente quando o cérebro deixa de executar suas funcionalidades. Acreditam que ela é absolutamente impossível, tal como os materialistas-reducionistas, que declaram que tal tema é sobrenatural, e logo, ou não existe ou é incognoscível.
Céu - Morada do Deus Criador
Para os religiosos, a morte é apenas o início de uma vida nova em uma outra realidade. Apesar de esse conceito ser comum a muitas crenças, ele normalmente segue padrões diferentes de definição de acordo com cada filosofia. Várias religiões crêem que após a morte o ser vivo ficaria no céu junto do seu criador (Deus).
Os agnósticos geralmente mantém a posição de que, da mesma forma que a existência de Deus, a existência de outros fenômenos sobrenaturais tais como a existência da alma ou a vida após a morte são inverificáveis, e portanto, permanecerão desconhecidos. Algumas correntes filosóficas (por exemplo, humanismo, pós-humanismo, e, até certo ponto, o empirismo) geralmente asseveram que não há uma ultravida.

Tipos de vida após a morte

Existem dois tipos de opinião, fundamentalmente diferentes, sobre a vida após a morte: opinião empírica, baseada em observações, e opinião religiosa, baseada na fé.
  • O primeiro tipo de assertiva baseia-se em observações feitas por humanos ou instrumentos (por exemplo, um rádio ou um gravador de voz, usados em psicofonia). Tais observações são feitas a partir de pesquisa de reencarnação, experiências de quase-morte, experiências extracorporais, projeção astral, psicofonia, mediunidade, várias formas de fotografias etc. A investigação acadêmica sobre tais fenômenos pode ser dividida, grosso modo, em duas categorias: a pesquisa física geralmente concentra-se no estudo de casos, entrevistas e relatórios de campo, enquanto a parapsicologia científica está relacionada estritamente à pesquisa em laboratório;
  • O segundo tipo baseia-se numa forma de fé, usualmente fé nas histórias que são contadas pelos ancestrais ou fé em livros religiosos como a Bíblia, o Alcorão, o Talmude, os Vedas, o Tripitaka etc. A Bíblia afirma que Jesus ressuscitou dos mortos após três dias de sua morte na cruz do calvário (Atos 10.39,40). De fato, a ressurreição de Jesus é a verdade central da fé Cristã.

Experiências de quase-morte

Do ponto de vista científico, não se pode confirmar nem rejeitar a idéia de uma vida após a morte. Embora grande parte da comunidade científica sustente que isso não é um assunto que caiba à ciência resolver, muitos cientistas tentaram entrar nesse campo estudando as chamadas "experiências de quase-morte".
Um dos ramos da ciência relatados através de vários casos de quase morte estuda os sentimentos declarados de pacientes que recuperaram suas funções vitais depois de uma intervenção médica. São comuns relatos de pessoas que dizem ter visto uma luz, um túnel iluminado e às vezes vendo-se a si mesmo, fora do próprio corpo, durante uma cirurgia.

Esses relatos dividem opiniões de especialistas que defendem as causas religiosas no sentido de que a "luz" vivenciada pelos pacientes de quase morte era a luz para o caminho dos céus. A ciência tenta explicar esse fenômeno através de alterações químicas no cérebro, especialmente pela falta de oxigenação em cirurgias graves, fazendo o paciente ter alucinações nesse período de intervenção.

Relatos dessas experiências sempre ocorreram na história. A obra "República", de Platão, escrita em 360 a.C., contém a lenda de um soldado chamado Er que teve uma experiência semelhante depois de ter sido ferido em combate. Er descreveu sua alma deixando seu corpo e, do céu, viu-a sendo julgada junto com outras almas.

A maioria das "experiência de quase-morte" tem as seguintes percepções:
  • Sensações de tranquilidade - essas sensações podem incluir paz, aceitação da morte, conforto físico e emocional;
  • Luz radiante, pura e intensa - é uma luz que muitas vezes preenche o quarto. Em vários casos os pacientes associam-na ao Céu à Deus;
  • Experiências fora do corpo - a pessoa sente que deixou seu corpo. Ela pode olhar para baixo e ver o corpo, geralmente descrevendo a visão dos médicos trabalhando nele;
  • Entrando em outra realidade ou dimensão - dependendo das crenças religiosas da pessoa ela pode se sentir entrando num portal de novas dimensões;
  • Seres espirituais - a pessoa sente-se encontrando "seres de luz" ou de outras representações de entidades espirituais. Ela pode perceber esses seres como entes queridos que morreram, anjos, santos ou Deus.
A Vida após a morte nas religiões antigas

Religião egípcia


Osiris, Isis e o filho Horus - Deuses do Egito
Para os egípcios a Morte era considerada algo horrível e temível. A ultravida desempenhava um importante papel no Egito Antigo, e seu sistema de crenças é um dos mais conhecidos. Quando o corpo morria, partes de sua alma conhecidos como ka (corpo duplo) e ba (personalidade) iam para o Reino dos Mortos. Enquanto a alma residia nos Campos de Aaru, Osíris exigia pagamento pela proteção que ele propiciava. Estátuas eram colocadas nas tumbas para servir como substitutos do falecido.


Pintura egípcia representando a pesagem das almas
Obter a recompensa no outro mundo era uma verdadeira provação, exigindo um coração livre de pecados e a capacidade de recitar encantamentos, senhas e fórmulas do Livro dos Mortos. No Salão das Duas Verdades, o coração do falecido era pesado contra uma pena Shu de verdade e justiça, retirada do toucado da deusa Maet. Se o coração fosse mais leve que a pena, a alma poderia continuar, mas, se fosse mais pesada, era devorada pelo demônio Ammit.
Os egípcios também acreditavam que ser mumificado era a única forma de garantir a passagem para o outro mundo. Somente se o corpo fosse devidamente embalsamado e sepultado numa mastaba, poderia viver novamente nos Campos de Yalu e acompanhar o Sol em sua jornada diária. Os trabalhos eram vigiados por sacerdotes com máscaras reproduzindo a cabeça de Anúbis. Devido aos perigos apresentados pela ultravida, o Livro dos Mortos era colocado na tumba, juntamente com o corpo.


Anúbis (Deus dos Mortos) - preparando um corpo
 
Zoroastrismo

Zaratustra, mais conhecido na versão grega de seu nome (Zoroastro), foi um profeta que viveu na antiga Pérsia (atual Irã) por volta do século VII a.C. Foi o fundador do Masdeísmo ou Zoroastrismo - religião adotada oficialmente pelos Aquemênidas (550-330 a.C.).
Os zoroastrianos acreditam que o corpo humano é puro e não deve ser rejeitado. Quando uma pessoa morre o seu espírito deixa o corpo num prazo de três dias e o seu cadáver torna-se impuro. Uma vez que a natureza é uma criação divina marcada pela pureza não se deve polui-la com um cadáver, por isso os cadáveres não são enterrados, mas colocados ao ar livre para serem devorados por aves de rapina, em estruturas conhecidas como torres do silêncio (dakhma). Pregava que os mortos serão devorados pelo terror e purificados para viver num mundo material perfeito no fim dos tempos.

Zaratustra ou Zoroastro - pintura de Rafael
O texto pálavi Dadestan-i Denig ("Decisões Religiosas"), datado de cerca de 900 AD, descreve o julgamento particular da alma três dias após a morte, sendo cada alma enviada para o paraíso, inferno ou para um lugar neutro (hamistagan) para aguardar pelo Juízo Final.


Religião Greco-romana

Na Odisséia, Homero refere-se aos mortos como "espectros consumidos". Uma ultravida de eterna bem-aventurança existe nos Campos Elísios, mas está reservada para os descendentes mortais de Zeus.
Zeus, o governante de todos os deuses gregos.
Em seu Mito de Er, Platão descreve almas sendo julgadas imediatamente após a morte e sendo enviadas ou para o céu como recompensa ou para o submundo como punição. Depois que seus respectivos julgamentos tenham sido devidamente gozados ou sofridos, as almas reencarnam.
O deus grego Hades é conhecido na mitologia grega como rei do submundo, um lugar gélido entre o local de tormento e o local de descanso, onde a maior parte das almas residem após a morte. É permitido que alguns heróis das lendas gregas visitem o submundo. Os romanos tinham um sistema de crenças similar quanto a vida após a morte, com Hades sendo denominado Plutão. O príncipe troiano Enéas, que fundou a nação que se tornaria Roma, visitou o submundo de acordo com o poema épico Eneida.

Religião nórdica

Odin - Principal Deus da Mitologia Nórdica
Os Eddas em verso e em prosa, as mais antigas fontes de informação sobre o conceito nórdico de vida após a morte, variam em sua descrição dos vários reinos que são descritos como fazendo parte deste tópico. Os mais conhecidos são:
  • Valhala: (literalmente, "Salão dos Assassinados", isto é, "os Escolhidos"). Esta moradia celestial, de alguma forma semelhante aos Campos Elísios gregos, está reservado aos guerreiros valorosos que morreram heroicamente em batalha;
  • Helheim: (literalmente, "O Salão Coberto"). Esta moradia assemelha-se ao Hades da religião grega, com um local semelhante ao "Campo de Asfódelos", onde as pessoas que não se destacaram, seja por boas ou más ações, podem esperar residir após a morte e onde se reúnem com seus entes queridos;
  • Niflheim: (literalmente, "O Escuro" ou "Hel Nevoento"). Este reino é grosso modo similar ao Tártaro grego. Está situado num nível inferior ao do Helheim, e aqueles que quebram juramentos, raptam e estupram mulheres, e praticam outros atos vis, serão enviados para lá com outros do seu tipo, para sofrer punições severas.
Enfim, o que é a morte? O que acontece depois que o ser humano morre? Existe uma outra vida ou tudo acaba com a morte? Quem possui uma resposta convincente: a Ciência ou a Religião?

FONTE:
Revista Superinteressante. Edição Especial. O Livro das Mitologias - Deuses, Heróis e Lendas.Editora Abril, 2010.

quinta-feira, 22 de março de 2012

SUSTENTABILIDADE


A água do planeta Terra está acabando?


A água é um bem essencial a vida. Sem a água seria impossível a perpetuação dos seres vivos no planeta Terra. Nos últimos anos tem se alastrado um alarmismo mundial acerca do esgotamento da água no planeta Terra. Será isso verdade? A água de nosso planeta vai acabar? Ou tudo não passa de uma notícia exagerada com interesses escusos?
Para responder a essas perguntas, faz-se necessário analisar diligentemente alguns dados cientificamente comprovados. A ONU (Organização das Nações Unidas) preocupada com essa questão, instituiu a Década da Água. Durante o período de 2005 a 2015, deve haver um esforço concentrado para reverter o quadro de deterioração deste recurso no planeta. A grande questão é que apesar de se conhecer as causas do problema, não há um consenso sobre como programar as soluções.


Infelizmente, a ONU faz projeções terríveis para o futuro da humanidade. O relatório anual das Nações Unidas prevê que em 2050 mais de 45% da população mundial não poderá contar com a porção mínima individual de água para necessidades básicas. De acordo com dados estatísticos existem atualmente 1,1 bilhão de pessoas praticamente sem água potável. Porém, estas mesmas estatísticas projetam o caos em pouco menos de 50 anos, quando a população deve atingir a cifra de 10 bilhões de habitantes. Com base nestes dados acredita-se que a próxima guerra mundial seria pelo domínio da água e não do petróleo.

Na verdade, a água é um recurso abundante, o que tem se tornado escasso é a água potável, isto é, a água que se pode beber. Conforme informações recentes, menos de 1% de toda água doce é acessível para uso humano diretamente, o que representa apenas 0,007% de toda a água do globo terrestre. Segundo a UNESCO, de 1900 a 2025, o total anual de consumo de água no mundo deverá aumentar quase dez vezes.

Confira abaixo cinco fatos sobre água limpa que talvez você não saiba:

- Água não potável e falta de saneamento mata mais pessoas anualmente do que todas as formas de violência, incluindo a guerra. Beber água não potável pode incubar algumas doenças muito assustadoras, como E. coli, Salmonella cólera e hepatite A. Dada essa quantidade de bactérias, não é nenhuma surpresa que a água, ou melhor a falta dela, provoca 42 mil mortes a cada semana.
2º - Mais pessoas têm acesso a um telefone celular do que a um banheiro. Hoje, 2,5 bilhão de pessoas carecem de acesso a banheiros. Isso significa que o esgoto transborda para rios e córregos, contaminando a água potável e podendo causar a doença.
3º - Todos os dias, mulheres e crianças na África andam um total de 109 milhões de horas para conseguir água. Elas fazem isso carregando cisternas que pesam cerca de 40 quilos quando cheio, a fim de recolher a água que, em muitos casos, ainda está poluída. Além disso, colocam uma grande pressão sobre seus corpos, andam longas distâncias mantendo as crianças fora da escola enquanto as mulheres ficam longe de outras oportunidades que podem ajudar a melhorar a qualidade de vida em suas comunidades.
4º - É necessário 6,3 litros de água para produzir apenas um hambúrguer. É preciso de 6,3 litros desde a rega do trigo para o pão até o fornecimento de água para cozinhar a vaca e assar o pão. E isso é apenas uma refeição! Levaria mais de 1,8 bilhões de galões de água para fazer apenas um hambúrguer para cada pessoa nos Estados Unidos.
5º - O norte-americano usa em média 159 litros de água por dia – mais de 15 vezes a média por pessoa no mundo em desenvolvimento. Para tomar banho, lavar as mãos, regar os jardins e lavar os carros, os americanos usam uma grande quantidade de água. Para colocar as coisas em perspectiva, ao usar o chuveiro durante cinco minutos serão gastos cerca de 10 litros de água. Agora imagine usar apenas 10 litros para tomar banho, lavar suas roupas, cozinhar as suas refeições e saciar a sua sede.

Entretanto, não há motivos para desespero. É muito importante saber que  apesar de termos a impressão de que a água está desaparecendo, a quantidade de água na Terra é praticamente invariável há centenas de milhões de anos. Ou seja, a quantidade de água permanece a mesma, o que muda é a sua distribuição e seu estado. O causador deste fenômeno é um processo chamado Ciclo Hidrológico, através do qual as águas do mar e dos continentes se evaporam, formam nuvens e voltam a cair na terra sob a forma de chuva, neblina e neve. Depois escorrem para rios, lagos ou para o subsolo formando os importantes aquíferos subterrâneos, e aos poucos correm de novo para o mar mantendo o equilíbrio no sistema hidrológico do planeta.

A poluição e a contaminação da água, o impacto do rápido crescimento demográfico urbano, da industrialização e de incertezas causadas pela mudança do clima, conflitos e desastres naturais nos sistemas urbanos são fatores que inviabilizam a sua reutilização, causando uma redução do volume de água aproveitável da Terra. A cada dia, milhões de toneladas de esgoto tratado inadequadamente e resíduos agrícolas e industriais são despejados nas águas de todo o mundo.

O Brasil é um dos países privilegiados em termos de disponibilidade hídrica global. Especialmente porque ao lado de Argentina, Uruguai e Paraguai é um dos países contemplados com o Aquífero Guarani - o maior manancial de água doce subterrânea transfronteiriço do mundo. O Brasil possui um volume médio anual de 8.130 km3, representando um volume per capita de 50.810 m3/habitantes por ano. Todavia, estes números devem ser encarados com certa reserva, pois a distribuição de água no Brasil também é bastante irregular. Para se ter uma ideia, a Amazônia, o lugar mais rico em água potável superficial de todo o Planeta está distante dos grandes centros urbanos nacionais.

Além do Brasil, a Rússia, a China e o Canadá são os grandes detentores das maiores reservas de água fresca no planeta.

Felizmente, o “líquido precioso da vida” está presente em praticamente todos os ambientes conhecidos: na atmosfera, na superfície, nos aquíferos subterrâneos, nos seres vivos, nas emanações vulcânicas e também na maioria das rochas. Conclui-se, portanto que a água não irá acabar, pois a única maneira disso ocorrer seria destruindo o planeta. Na realidade a água da superfície terrestre pode estar aumentando pela adição de água vulcânica.

Algumas formas de obtenção de água potável:

Dessalinização: A dessalinização das águas do mar e de aquíferos subterrâneos com salinidade elevada será a solução para vários países que tenham o capital, a tecnologia e o acesso à água salgada. Infelizmente a água potável gerada por estas usinas ainda será um produto caro e, naturalmente inacessível a muitos.
Tratamento de águas servidas: No processo de gerenciamento de águas este é um ponto fundamental. Os países mais desenvolvidos estão investindo pesado nesse campo. No Brasil cidades como Brasília estão se destacando no tratamento e reaproveitamento dessas águas.
Captação das águas da chuva: Em países com estações chuvosas é possível maximizar os reservatórios e estoques de água pelo uso inteligente da água de precipitação.
Num futuro próximo, o valor da água deverá aumentar consideravelmente. Os países pobres em recursos hídricos terão que utilizar tecnologias caras ou importar água dos países ricos. Portanto evitar a poluição das águas e garantir o manejo sustentável dos recursos hídricos deve ser considerado, no presente, prioridade para toda a sociedade mundial.

Fontes:
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/agua-nao-cuidar-pode-acabar-589849.shtml?func=2
www.geologo.com.br/aguahisteria.asp

sábado, 10 de março de 2012

FILOSOFIA

O Universo - Como Surgiu?
Série grandes questões da vida.
By Phrancys Drake


Desde os primórdios da humanidade, muito se tem especulado a respeito da origem do Universo. Porém, até o presente século, nada há de concreto que possa elucidar esta pergunta tão polêmica.

Atualmente, duas correntes filosóficas se destacam:

Cosmogênese Teológica 

Sendo parte da Filosofia, a Teologia tem predominância racional, mas nesse caso se baseia antes de tudo na autoridade de fontes Religiosas, principalmente a Bíblia e o Corão. Essas explicações predominantes na Idade Média, fazem uma fusão entre a Razão e os Mitos e representam uma forma de pensamento que, apesar de superticioso, na realidade tem representantes ainda hoje, por meio das grandes religiões do mundo (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo). Segundo essa corrente, o universo e tudo o que existe teria sido criado, a partir do nada, por um Deus Todo-Poderoso.
Na maioria das civilizações antigas, tanto como nas atuais, é possível encontrar relatos tentando explicar a origem do universo como um ato intencional criativo, muitas vezes destacando uma figura sobrenatural como o originador de todas as coisas.


Cosmogênese Científica

Com a ascenção e o domínio da Ciência da Idade Moderna até a contemporaneidade, a humanidade desenvolveu explicações com base rígida em cálculos e nas consagradas Leis da Natureza. Tendo já uma visão ampla do Universo inédita em qualquer um dos tipos Cosmogênicos. Pela primeira vez tentou-se explicar o Universo tendo uma noção mais sólida do que são os astros ao nosso redor, e tendo ciência da imensidão abissal do Cosmo, onde a Terra ocupa apenas um minúsculo espaço. Porém, basta uma simples olhada pelas teorias científicas atuais para percebermos que ainda temos mais perguntas do que respostas
Uma Grande Explosão teria originado o universo?
O Big Bang, ou Grande Explosão em português, é a teoria cosmológica dominante do desenvolvimento inicial do universo. Os cosmólogos usam o termo "Big Bang" para se referir à ideia de que o universo estava originalmente muito quente e denso em algum tempo finito no passado e, desde então tem se resfriado pela expansão ao estado diluído atual e continua em expansão atualmente. A teoria é sustentada por explicações mais completas e precisas a partir de evidências científicas disponíveis e da observação. De acordo com as melhores medições disponíveis em 2010, as condições iniciais ocorreram por volta de 13,3 a 13,9 bilhões de anos atrás.

No início do século XX, a Astronomia desviou sua atenção das estrelas e dos planetas. Nos últimos oitenta anos a Cosmologia se voltou para as galáxias e espaço exterior. Um dos muitos responsáveis por esta mudança de perspectiva foi Edwin Hubble, do Observatório Monte Wilson. Em 1924, foram publicadas fotografias provando que as manchas de luz difusas e distantes, chamadas de Nebulosas, (este nome devido à crença de que se tratava de massas informes de gás e poeira), na verdade eram gigantescos sistemas de aglomerados de estrelas, semelhantes à Via Láctea.

Lemaitre, Hubble e Einstein - Teoria do Big Bang
Em 1927, o padre e cosmólogo belga Georges Lemaître (1894-1966) derivou independentemente as equações de Friedmann a partir das equações de campo de Einstein e propôs que os desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a expansão do universo, que por sua vez seria o resultado da explosão de um átomo primordial, o que ficou conhecido como a teoria Big Bang da origem do Universo. Embora ele a tenha chamado de "hipótese do átomo primordial", essa teoria da grande explosão tornou-se a explicação da expansão do universo desde suas origens, no tempo, (arbitrando-se o conceito de que o tempo teve uma origem).

Em 1929, Edwin Hubble forneceu base observacional para a teoria de Lemaitre ao medir um desvio para o vermelho no espectro ("redshift") de galáxias distantes e verificar que este era proporcional às suas distâncias, o que ficou conhecido como Lei de Hubble-Homason. Hubble dedicou-se ao estudo das galáxias, medindo suas distâncias, localizando sua distribuição no espaço e analisando seus movimentos.

Resumindo, a teoria do Big-Bang diz o seguinte: antes de existir constelações de estrelas, planetas, cometas, satélites, etc.., havia um ponto concentrando toda a matéria existente com uma densidade altíssima. Em um dado houve uma explosão, fazendo com que a matéria existente neste ponto se espalhasse e se misturasse, formando todas as coisas existentes e com movimento de expansão em todo o universo. Este movimento um dia irá parar devido a força gravitacional, e toda matéria do universo voltará ao ponto original. Esta volta de todo o material espalhado se chamará de Big-Crunch.
Entretanto, a Teoria do Big-Bang também apresenta suas contradições. Recentemente foi descoberto pelos cientistas, através de observação e cálculos matemáticos, que o universo está em expansão acelerada, ou seja, nem velocidade final da mátéria do universo é menor que a inicial, nem constante. Assim, tanto o Big-Bang quanto o Big-Crunch estão em descrédito, e os físicos estão tentando solucionar o problema do por que a velocidade final da expansão do universo ser maior que a inicial, ou seja, acelerada.
 
Mas afinal, como surgiu o Universo? Fora criado por um Ser Superior ou teria sido obra do acaso? Existem reamente evidências sólidas que respondam a esta pergunta tão importante? Seriam as respostas disponíveis atualmente meras teorias filosóficas sem fundamento ou fruto de uma religiosidade excessiva? Quando saberemos a verdade?


Fontes:

HULL, David L. Filosofia da ciência biológica. Rio de Janeiro: Zahar, 1975, c1974.
HOLLIDAY,Robin. A ciência do progresso humano. Belo Horizonte: USP, 1983.
MAYR, Ernst. O desenvolvimento do pensamento biológico: diversidade, evolução e herança. Brasília, D.F: Ed. da UnB, 1998.

Apresentação

Olá, Amigos!


Sejam bem-vindos ao Blog do Drake!

Este espaço tem por finalidade expandir conceitos, discutir paradigmas, refutar argumentos, pesquisar novas ideias, questionar o propósito das coisas, sempre com o intuito de encontrar respostas para as grandes questões da vida, levando em consideração o passado histórico, as conquistas tecnológicas do presente e as futuras perspectivas da humanidade.

Apesar de ter minhas próprias convicções, este blog não tem a intenção de impô-las como verdades absolutas e irrefutáveis. Como disse antes, este dispositivo possui a finalidade precípua de instigar um debate inteligente e imparcial a respeito de matérias que ainda permanecem no vácuo nebuloso.

Além disso, serão abordados outros assuntos como: Artes, Ciência, Cinema, Direito, Educação, Família, Filosofia, Gastronomia, História, Informática, Justiça, Liberdade, Mitologia, Negócios, Política, Religião, Sociologia, Saúde, Tecnologia, Universo, Viagens e muito mais.

Portanto é um espaço aberto no qual é possível, com liberdade de expressão, expor opiniões acerca de fatos polêmicos e interessantes.

Espero que este seja o início de um processo positivo e prolífico, e que muitos participem, postando comentários sem malícia, comentando com sensatez, analisando criticamente cada ideia, com o único propósito de colaborar com uma discussão expansível em que todos saiam apreendendo novos conhecimentos.